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"A educação é a base de tudo, e a cultura é a base da educação"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

- Mostra Escolar da E.E.B. Gov. Celso Ramos


Mostra escolar em comemoração aos 80 anos de Fundação da realizada no dia 20/nov./2009 - E.E.B.Governador Celso Ramos

- O Distrito do Garcia se orgulha de fazer parte desta história deste tão importante educandário. No dia 14 de fevereiro de 2009, a escola comemorou 80 anos de fundação. Principalmente o bairro Glória está feliz em poder compartilhar desta história de glórias. Poderíamos aqui nominar milhares de cidadãos e cidadãs que através deste educandário puderam conduzir uma vida mais digna de satisfação profissional e familiar.

A história da escola teve início em 1929. Localiza-se no bairro da Glória e tem como diretor geral o professor João Albino Gonçalves e como seus assessores a professora Valéria Rulensky e o professor Renato Tottene.
Atende cerca de 1500 alunos
               
Maquetes do colégio feitos por alunos
               
Por mais de 40 minutos, fomos recebido pelo Diretor Geral do Colégio João Albino Gonçalves, a esquerda  (foto), em sua sala de direção. Na oportunidade podemos conversar sobre sua atuação por mais de três décadas (desde 1974) em nossa região (20 anos  como diretor), onde foram feitos vários relatos importantes sobre a história do Educandário, e com fotos exclusivas.


Trabalho rochas e minerais: alunas da (E) para a (D) : Nathália, Jaqueline, Grasiele, e Vanessa.
            
Trabalho sobre : A história e documentos obtidos junto a comunidade.
                 
Trabalho: O avanço dos transportes  e a Globalização da Economia. Também sobre o dia da Conscientização Negra. Ao meu lado a Professora Ana Lúcia.

- História:
                   
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).
“A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz. Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini. - Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos. - Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn. - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda. - Em 1966 foi introduzidos o antigo Ginásio, com o nome de Colégio Governador Celso Ramos.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade. Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
- Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. - Houve participação efetiva da ex Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A.
- Dizem os moradores:"Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

- O Cronômetro



Cronômetro da Marca Omega, das décadas de 1950 até 1970. Esse da imagem foi utilizado na antiga Empresa Garcia e Artex. O trabalho era executado pelo Departamento Técnico/Departamento de Tempos e Métodos – os cronometristas mediam a eficiência dos colaboradores nas indústrias têxteis de Blumenau. (Foto: Arquivo de Dalva e Adalberto Day)


Publicado no Jornal de Santa Catarina – Quarta-feira 18/11/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello

Sala de Costura Artex anos 60


Sala de Tecelagem anos 70
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, De Primeira


Apresentação
Começo a coluna desta semana me apresentando. Sou Jean Laurindo, repórter da Folha e, a partir desta edição, passo a assinar a coluna De Primeira. Aproveito para deixar o espaço aberto para a participação de você, leitor.

O Almanaque continua...

Não poderia abrir minha primeira coluna sem dar continuidade à sessão “Almanaque do esporte”, produzida em parceria com o cientista social e pesquisador  Adalberto Day. Afinal, resgatar a história do esporte da cidade é fundamental. Na imagem desta semana, enviada pelo colaborador da coluna, estão em destaque os craques Vanildo, do Marcílio Dias (E) e Teixeirinha, do Palmeiras, além do ex-radialista e árbitro da Liga Blumenauense de Desportos (LBD), Manoel Pereira da Silva Júnior (D). A imagem foi registrada no final dos anos 1940 e reúne duas referências do futebol da região.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado14/Novembro/2009 - edição nº 338
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

- Secretário Paulo França, acompanha obras no Progresso

Por solicitação nossa, esteve nesta tarde do dia 13 de Novembro 2009, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, acompanhado do Gerente de Infraestrutura Cleverton João Batista, o Diretor de Articulação Política Comunitária, José Luis Gaspar Clerici, juntamente com lideranças da comunidade Carlos Alberto Salles de Oliveira, Presidente da Comissão Pró Construção do AGG, , Adalberto Day líder comunitário, cientista social, Secretário da Comissão Pró AGG e membro da Associação METAJUHA, fez uma rápida visita a Comunidade Kolping no Valparaiso e no bairro Progresso.
O secretário Paulo França, ouviu atentamente as angústias da comunidade.

Cleverton,Carlos Alberto, Paulo França e Gaspar Clerici
Foram solicitadas através de Carlos Alberto, Adalberto e Gaspar, obras de contenção na barranca do Ribeirão Garcia, logo após a curva do cemitério no Progresso, como também bancadas de cima para baixo no morro no mesmo local. Também no morro próximo ao Posto Bruno, em frente à serraria do Sr. Anzini, as necessidades são idênticas.


Carlos Alberto, Cleverton e Paulo França

Na Rua Emilio Tallmann, os trabalhos já estão em fase de acabamento, apenas foi solicitado ao secretário Paulo França e ao Gerente de Infraestrutura Cleverton, que fossem verificadas possíveis irregularidades, no gabião na margem direita do Ribeirão, local onde houve um avanço para dentro do Ribeirão conforme mostra as fotos, quando deveria ter sido feito o contrário. Deveria sim ser retirada a curva existente e o gabião adentrando as margens com a Associação Artex.

Carlos Alberto, Paulo França, Cleverton e Gaspar
 Na rua Júlio Heiden, os problemas são parecidos, já em fase de acabamento, sendo que a camada asfáltica, será colocada na semana próxima vindoura, segundo o Secretário Paulo França.

Acompanhamos também o início da demolição da Ponte na Rua Capinzal com acesso ao morro do centenário, segundo Paulo França, o prazo da nova ponte está previsto para conclusão em 180 dias.
Agradecemos o empenho e a visita do Secretário Paulo França.
Arquivo de Adalberto Day

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

- JASC – Jogos Abertos de Santa Catarina 49ª edição


A 49ª edição dos JASC que será disputado na cidade de Chapecó de 12 a 21 de novembro.
Chapecó Município conhecido como a Capital do Oeste Catarinense, situado na divisa com o Estado do Rio Grande do Sul, Chapecó é um grande pólo agroindustrial do Brasil e da América Latina na produção, abate e comercialização de suínos, frangos e perus. Conta com mais de 400 indústrias, principalmente alimentícias, que fizeram com que o Município se tornasse o maior pólo agroindustrial da América Latina na produção, abate e comercialização de suínos, frangos e perus, ganhando fama internacional.
É um ponto estratégico para os negócios no Mercosul. Seu nome tem origem na língua indígena e significa chapadão alto, chapéu feito de cipó, local de onde se avista o caminho da roça. Seu padroeiro é Santo Antônio. História A Região Oeste Catarinense começou a ser povoada em 1838 por tropeiros paulistas em sua marcha rumo ao sul do Brasil. Surgiu, então, o Povoado de Passo Bormann. Mais tarde chegaram à região os imigrantes italianos e alemães, vindos do Estado do Rio Grande do Sul.
Em 1917 foi elevado a Município por um acordo de limites entre os Estados do Paranáe Santa Catarina. A partir daí, chegam ao Município as Companhias Colonizadoras, entre elas destaca-se a Empresa Colonizadora fundada por Ernesto Francisco Bertaso que construiu estradas e estabeleceu nas terras milhares de colonos procedentes das antigas colônias do Rio Grande do Sul.
Nas décadas de 50/60 as primeiras indústrias de alimentos se fixaram na região.
 Mais de 5.500 atletas de 97 municípios, pariciparão  dos JASC 2009
Lista de campeões gerais:
- Blumenau = 39 vezes - 1962,  1964,1965, 1967 a 1982, 1984 a 1991, 1994 a 2000 e de 2003 a 2007
- Florianópolis = 4 vezes - 1960, 1961, 2001 e 2002
- Joinville =4 vezes 1963, 1966, 1992 e 1993
Obs.:
Em 1983 não foram realizados os JSC , devido a grande enchente que assolou toda região do Vale do Itajái.
Os jogos Abertos de 2008, teve seu início, mas foi cancelado devido a tragédia ocorrida em novembro de 2008 em toda região.
Blumenau e os JASC
Blumenau mais uma vez, é favorita ao título-geral.
Das 48 edições anteriores, os blumenauenses venceram 39 , levando a cidade como favorita em 2009.
Jogos abertos de 1962 em Blumenau – Estádio do Amazonas (foto) preparado exclusivamente para esses jogos, após ser destruído totalmente na enxurrada violenta de 31/outubro de 1961.
Em 1962 foi realizado pela primeira vez os JASC em Blumenau, e um dos locais das competições era o magnífico Estádio do Amazonas do Bairro Garcia. Ainda garotinho pude acompanhar principalmente as modalidades de Atletismo e Ciclismo. Recordo-me muito bem do Waldemar Thiago, da família Boos e Dias do Amazonas, Belz e do próprio Thiago pelo Olímpico e tantos outros extraordinários atletas.

Blumenau sempre teve grandes atletas em todas as modalidades. Quero aqui destacar o nome de Waldemar Thiago de Souza (foto), como atleta símbolo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926, na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40. Um derrame tirou Waldemar Thiago das pistas, mas não freou o crescimento da semente por ele plantada. Faleceu no dia 17 de março de 2007, aos 81 anos.

Os Jogos Abertos de Santa Catarina foram criados em Brusque pelo desportista e empresário brusquense Arthur Schlösser (foto) e tiveram sua primeira realização em Brusque no período de 7 a 12 de agosto de 1960. Em 1956 Arthur Schlösser esteve em São Paulo colhendo informações e inteirando-se dos Jogos Abertos do Interior, que são realizados anualmente no estado de São Paulo, com a finalidade de criar em Santa Catarina uma competição semelhante. Em 1957, 1958 e 1959 Arthur Schlösser custeou parte da ida das equipes da Sociedade Esportiva Bandeirante de Brusque aos Jogos Abertos do Interior, nas cidades paulistas de São Carlos, Piracicaba e Santo André, afim de obter mais subsidios para que tivesse reais condições de criar os Jogos Abertos de Santa Catarina.
Na cidade de São Carlos em 1957 os dirigentes brusquenses mantiveram na Comissão Central Organizadora contato com Baby Barioni que fundou no ano de 1936 na cidade paulista de Monte Alto os Jogos Abertos do Interior.
 Neste encontro os dirigentes brusquenses expressaram a Baby Barioni que na cidade de Brusque Arthur Schlösser pretendia realizar uma competição nos moldes dos Jogos Abertos do Interior. Além de fornecer regulamento, formulários e material, Baby Barioni nos solicitou que incentivássemos e auxiliássemos Arthur Schlösser a criar os Jogos Abertos em Santa Catarina. Desde 1957 Arthur Schösser Vinha mantendo entendimentos e reuniões com desportistas e autoridades brusquenses para a fundação dos Jogos Abertos de Santa Catarina, incluindo sua primeira disputa no ano de 1960 como parte integrante oficial das comemorações do Centenário de Brusque. Em 1958, 1959 e até o início dos primeiros JASC, as reuniões comandadas por Arthur Schlösser - eleito Presidente da CCO - Comissão Central Organizadora - foram sendo realizadas regularmente, inicialmente no escritório de Arthur Schlösser, depois na S.E. Bandeirante, e por fim na sede da CCO no 1º andar do Edifício Centenário no centro de Brusque. O grande mérito de Arthur Schlösser não ficou tão somente na criação dos Jogos Abertos de Santa Catarina, mas sim na sua dedicação e consideráveis gastos para que a competição não sofresse solução de continuidade. QUEM FOI ARTHUR SCHLÖSSERArthur Schlösser, "Pai dos Jogos Abertos de Santa Catarina" nasceu em Brusque em 26-5-1916 e faleceu em 28/10/1969. Casou com Regina Scheidemantel, e teve os filhos Roberto (já falecido) e Elisa. Foi Presidente da Sociedade Esportiva Bandeirante - onde foram realizados em 1960 os primeiros Jogos Abertos de Santa Catarina, e sempre participou de sua Diretoria e Conselho Deliberativo. Arthur Schlösser jogou futebol no Sport Club Brusquense, depois Clube Atlético Carlos Renaux. Foi atleta da S.E. Bandeirante de Brusque nas modalidades de ginástica, punhobol, tênis, voleibol e basquetebol. Participou da criação e incentivou o intercâmbio com Clubes de São Paulo, Joinville e Blumenau através da S.E. Bandeirante. O Ginásio de Esportes da S.E. Bandeirante, inaugurado por ocasião dos VI Jogos Abertos de Santa Catarina realizados em 1965 em Brusque, foi iniciativa de Arthur Schlosser que destinou substancial auxílio para sua construção, não tendo Arthur aceitado que fosse colocado o seu nome ao Ginásio de Esportes, conforme era desejo da Diretoria e do Conselho Deliberativo da S.E. Bandeirante. Arthur Schlosser Foi Presidente do Rotary Clube de Brusque na gestão 1955/1956, sendo formado em fiação tecelagem, iniciando em 1-10-1941 suas atividades na Cia. Industrial Schlosser, onde chegou a ocupar o cargo de Superintendente.
Para saber mais:
1. Fonte: FESPORTE - Fundação Catarinense de Desportos
2. No site http://www.jasc2009.com.br/
3. Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

- Festas populares


Desfile de festas populares, meados da década 50. À frente, levando a bandeira do Amazonas, o jogador Ivo Maas. Os desfiles começavam em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória, na Rua da Glória, percorrendo a Rua Amazonas, passando em frente à Empresa Industrial Garcia, com o término no Estádio do Amazonas. (Foto: Arquivo de Dalva e Adalberto Day)

Publicado no Jornal de Santa Catarina - Quarta-feira11/11/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello

Rua da Glória
O bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .
O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecida com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso- Speck significa toicinho, tiefe significa profundidade).O nome Specktiefe, foi popularmente conhecido, porque no início da atual rua da Glória, até próximo ao atual CSU, Centro Social Urbano, existiam dos dois lados, pés de eucaliptos, mantendo sempre sombrio esse espaço, e em conseqüência muito lamaçal. O então diretor da Empresa Industrial Garcia João Medeiros Jr., mandou colocar barro vermelho, e essa mistura, o barro lamacento ficou com cor de toicinho.
Arquivo de Adalberto Day

domingo, 8 de novembro de 2009

- Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade



Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e olunista, Carlos Braga Mueller(Foto), que hoje nos relata sobre - Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade .
Por Carlos Braga Mueller:
O escritor brasileiro Roberto Muylaert publicou recentemente pela Editora Globo o livro ALARM, no qual ele conta a história do blumenauense de origem alemã Werner Hoodhart, que nos anos 1940 se alista nas forças nazistas e acaba como tripulante de um submarino, o U-199, nas costas brasileiras.

U-199
A imaginação fértil de Muylaert leva Werner e seus colegas tripulantes a desembarcarem em Praia Grande, no litoral paulista, atrás de uma famosa marca de cachaça ! E isto é só o começo das aventuras que todos irão viver nas páginas deste livro.
SUBMARINO U-513
U-513
Outro submarino alemão que infernizou a vida da marinha mercante no litoral brasileiro durante a segunda guerra mundial foi o U-513, que atuava no litoral sul do nosso país.
Dele, se fez um documentário, que foi exibido pela RBS/TV de Santa Catarina.

Blumenau anos 40

A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos.
Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã em que seria transformado o Vale do Itajaí, se Hitler ganhasse a guerra.
A BATALHA DO ATLÂNTICO
Naquela manhã do dia 19 de julho de 1943 as correntes marítimas que vinham do pólo sul tornavam gélida a superfície do Oceano Atlântico, nas imediações da costa de Santa Catarina.
O vento forte que cortava os ares não foi empecilho para que a um avião Mariner, anfíbio da marinha norte americana, realizasse intensas operações de patrulhamento, buscando localizar submarinos inimigos. Três dias antes, um navio da marinha mercante americana, o “Richard Caswell”, de 7.177 toneladas, transportando tungstênio e magnésio de Buenos Aires para Nova York havia sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-513, no mar territorial brasileiro, a poucas milhas da costa catarinense, entre Florianópolis e São Francisco do Sul.
A Europa havia se transformado em um sangrento teatro de operações de guerra.
De um lado, americanos, ingleses e russos, procurando o apoio de aliados, entre os quais o cobiçado Brasil. Do outro lado, as “forças do Eixo”, formadas pela Alemanha, Itália e Japão.

O Brasil custou a decidir-se: apoiar quem ?

Getúlio Vargas (foto) exercia nosso governo de forma ditatorial. Por isso, e até sugestionado por membros influentes do seu governo, como Filinto Muller, manifestava velada simpatia por Hitler, que também usava e abusava de plenos poderes na Alemanha.
Mas a pressão americana pela conquista do Brasil como aliado foi mais forte. Quando os americanos resolveram financiar a construção de uma siderúrgica no Brasil, antigo sonho de Vargas, não houve mais dúvidas. Ele cedeu território para a instalação de bases americanas no norte do país, cortou relações diplomáticas com a Alemanha e acabou declarando guerra aos países do Eixo.
Em represália, dezenas de navios mercantes, brasileiros e de outras nacionalidades, foram afundados em nossa costa, torpedeados por submarinos alemães.
E assim o Brasil foi envolvido na “Batalha do Atlântico”, muito antes de mandar seus pracinhas da FEB para os campos de batalha italianos.
SUBMARINOS ALEMÃES X AVIÕES MARINER ALIADOS
Preocupado com a rota que os navios mercantes faziam na costa da América do Sul, transportando mantimentos e produtos para fabricação de armas bélicas. Hitler (foto no carro) chamou seu homem de confiança, Almirante Karl Dönitz, e lhe deu a incumbência de atacar, com submarinos, as embarcações consideradas inimigas na costa brasileira. Ressalvou, porém, que nenhum ataque seria feito nas costas da Argentina e Chile, países considerados neutros e, por isso, amigos.
Muitos submarinos, conhecidos como U-Boats, foram então deslocados para o Atlântico. Não só alemães, mas também italianos. As costas do Brasil passaram a ser invadidas por missões nazistas dos U-Boats 128, 161, 164, 199, 507, 513, 590, 591, 598, 662 e também pelo italiano Arquimede.
Dois deles, em especial, incumbiram-se de aterrorizar os mares do sul do Brasil: o U-199 e o U-513, este último presença constante na costa catarinense.
A missão dos alemães era extremante fácil de ser realizada. A imensidão da nossa costa dava tranqüilidade aos submarinos, que emergiam em locais estratégicos para se abastecer de água potável.. Conta-se que o U-513 tinha um destes pontos de abastecimento na Ilha de Santa Catarina, na Praia de Armação, onde havia sido instalada, em 1939, uma estranha “fábrica” de óleo de baleia por um cidadão estrangeiro mais estranho ainda.
Já o abastecimento de combustível dos anfíbios era feito por submarinos apoiadores, que ficavam em alerta entre as costas brasileira e européia.
Não demorou para que os americanos do norte viessem nos auxiliar no patrulhamento do Atlântico, o que foi feito pela marinha de guerra americana e por aviões.
UM SUBMARINO NA COSTA CATARINENSE
O submarino U-513 era comandado por Friedrich Guggenberger, nascido em Munique, que assumira o comando da embarcação em maio de 1943. Guggenberger tinha apenas 29 anos e sua tripulação, de 53 membros, era bem mais jovem.
Na sua missão o U-513 foi afundando, torpedeando, causando terror no Atlântico Sul.
No dia 21 de junho de 1943 ele torpedeou o navio Veneza, de nacionalidade sueca.
Quatro dias depois atacou o Eagle, dos Estados Unidos, que não afundou mas ficou bastante avariado.
Prosseguindo na sua missão, o U-513 afundou, no dia 1º de julho de 1943, o navio mercante brasileiro “Tutóia”, de 1.125 toneladas, pertencente à Cia. de Navegação Lloyde Brasileiro.
O ataque aconteceu a apenas 6 milhas da costa, na Ponta da Juréia, Iguape, litoral paulista.
O Tutóia fazia a rota entre Paranaguá e Santos e transportava café, madeira, batatas, carne salgada e outros mantimentos. Dos 37 membros da tripulação, 7 morreram, entre eles o comandante Acácio de Araújo Faria. Os outros abandonaram o barco antes que afundasse, em duas baleeiras e uma balsa. No dia 3 de julho de 1943 o U-513 colheu mais um triunfo. Afundou o navio americano Elihu Washburne, de 7.176 toneladas. Depois foi a vez do Incomat, de nacionalidade inglesa e, finalmente, no dia 16 de julho, afundou na costa catarinense o Richard Caswell, navio de bandeira norte americana, de 7.177 toneladas.
Enquanto estas missões nazistas eram bem sucedidas no Atlântico Sul, porque os submarinos atacavam de surpresa e desapareciam rapidamente nas águas do mar, aconteceu um fato que iria mudar o rumo da história.
A SITUAÇÃO SE REVERTE
Os aliados possuíam um sistema para detectar a presença de submarinos submersos. Era o ASDIC – Allied Submarine Detection and Investigation Committee, ou Sonar, que captava a presença de um submersível através da freqüência de áudio.O “bip” que o caracterizava era o terror dos submarinos. Esta técnica, porém, era inútil contra os submarinos que disparassem torpedos da superfície. Por isto, seus comandantes receberam instruções para efetuar a imersão e atacar à tona d’água.
Em maio de 1943 o cientista britânico John Sayen anunciou a descoberta de um novo sistema de radar, o “radar centimétrico”, munido de ondas curtas e com tamanho compacto suficiente para ser instalado em aviões. Com ele, os aviadores podiam agora localizar o alvo, como no caso dos submarinos alemães, desde que “estivessem na superfície”. Agora, não havia escolha: submerso, o submarino era descoberto pelo sonar dos navios aliados. Na superfície, era o radar centimétrico dos aviões que o denunciava.
Localizado o submarino inimigo, e se este submergisse, o ataque era feito pelos aviões com cargas de profundidade, utilizando-se bombas em forma de latas de tinta, que explodiam com a pressão da água.
Era o começo do fim dos submarinos alemães no Atlântico Sul.
O AFUNDAMENO DOS SUBMARINOS ALEMÃES
Em 17 de maio de 1943 foi afundado o U-128, a 32 milhas da costa de Alagoas, por aviões Mariner americanos e pelos destróieres ingleses Moffet e Jovett.
O temido U-199 foi atacado e afundado em 31 de julho de 1943 ao largo da Praia de Maricás – Rio de Janeiro, por um avião PBY Catalina A28 Hudson e por um avião 74P-7 Mariner.
O U-590 recebeu carga mortal em 09 de julho de 1943, quando foi atacado por um avião Catalina PBY-3 – Esquadrão PV94, ao largo do litoral do Amapá. Em alto mar.
Em 21 de julho de 1943 foi afundado o U-662, atacado por um avião Catalina VP 94, ao largo do litoral do Amapá.
O U-598 não resistiu ao ataque de um avião UB-107 B12 e de 2 Mariners, 107-B6 e 107-B8, a 60 milhas do Cabo de São Roque, litoral do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1943.
Em 30 de julho de 1943 foi a vez do submarino U-591 ser afundado por um avião Ventura do Esquadrão VP-127, a 33 milhas do Recife. Em pouco tempo, todos haviam sido eliminados.
Mas quais teriam sido realmente destruídos ?
Um dos mais conhecidos artifícios dos capitães de submarinos era lançar destroços e óleo pelos tubos de torpedos, de modo a enganar os navios de patrulhamento, simulando assim seu afundamento.
De alguns têm-se o registro de fotos e depoimentos de tripulantes que sobreviveram. Outros, podem ter mudado de rumo e abandonado o local, mesmo seriamente avariados. Porque nunca se localizou destroços de nenhum submarino afundado em nossa costa.
E o U-513 ?
O U-BOAT 513 É DESTRUIDO
Ele teve seu trágico fim no dia 19 de julho de 1943. Como vimos, 3 dias antes o U-513 havia afundado o navio Richard Caswell na costa catarinense.
Segundo alguns historiadores, o Comandante Guggenberger cometeu um erro naquele dia, ao conversar longamente pelo sistema de comunicações com o Comando de Submarinos na Alemanha, mais precisamente com Karl Dönitz. Ele pediu o envio de mais unidades para reforçar o trabalho na área e esta transmissão foi interceptada e a posição do U-513 foi determinada no litoral catarinense: 90 milhas da costa, ao norte da Ilha de Santa Catarina e próximo a São Francisco do Sul.
Naquela manhã um avião Mariner realizava patrulha pela área em que o navio Richard Caswell havia sido torpedeado, nas proximidades de Florianópolis.
Durante o vôo foi feito um contato pelo radar e identificado, pelo binóculo, um submarino. Era o U-513 ! O avião atacou e o U-513 respondeu com fogo antiaéreo, disparado do canhão localizado no seu convés.O avião lançou 6 bombas. As explosões ergueram o submarino sobre a água, fazendo-o afundar de proa em menos de um minuto.
Na superfície ficaram destroços, uma grande mancha de óleo e 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Apenas 7 foram resgatados, entre eles o Comandante Guggenberger, que depois foi levado para os Estados Unidos para ser inquirido.
46 tripulantes morreram.
Foi o fim do U-513, o submarino que infernizou a vida das embarcações nas costas do Brasil e de Santa Catarina durante a segunda guerra mundial.
COMANDANTE GUGGENBERGER E O SEU TRÁGICO FIM DE VIDA
Com o afundamento do seu submarino, a carreira do comandante Friedrich Guggenberger (foto) não terminou. Pelo contrário, durou ainda muito tempo.
Depois de ficar à deriva no mar, foi recolhido pelo navio norte americano US Barnegate. Ferido gravemente, foi levado aos Estados Unidos e durante vários meses permaneceu em um hospital, sendo transferido depois para o campo de “Papago Park”, perto de Phoenix, no Arizona. Em 23 de dezembro de 1944, ele e mais 24 tripulantes de U-Boats, incluindo Hans Werner Kraus, do U-199, escaparam.
Guggenberger foi recapturado em janeiro de 1945, quando já estava próximo à fronteira mexicana. Certamente pensava em abrigar-se no Paraguai ou Argentina, onde os nazistas encontravam guarida segura.
Foi libertado pelos Estados Unidos em agosto de 1946.Tornou-se arquiteto e regressou à Marinha Alemã em 1956.Depois, graduou-se no Colégio Naval de Guerra de Newport, nos Estados Unidos. Durante quatro anos foi contra-almirante da NATO ( OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), até que aposentou-se, em 1972.
Em maio de 1988 Friedrich Guggenberger entrou em uma floresta, perto de sua casa na aldeia de Erlenbach am Main, na fronteira noroeste da Baviera. Era um passeio, mas o ex nazista sumiu. Estava com 75 anos. Seu corpo só foi encontrado dois anos depois.
Até hoje, a morte de Guggenberger continua envolta em mistério.
Mistério que cerca, também, a história dos submarinos alemães que navegavam pelas águas do Atlântico sul.

DEPOIMENTO PESSOAL DE QUEM NAVEGOU NESTAS ÁGUAS DURANTE A GUERRA:
Vitoriano Cândido da Silva, hoje nos seus bem vividos 96 (2009) anos, sentiu na própria pele as emoções de navegar pelas águas do Atlântico, a bordo de um navio mercante brasileiro, enfrentando os perigos de ser torpedeado por um submarino alemão.
Mais conhecido em Blumenau como Tesoura Júnior, pseudônimo que o imortalizou na crônica esportiva do rádio blumenauense, Tesoura, lúcido e com a mesma voz firme que muitos conheceram no rádio, descreveu para mim aqueles momentos de suspense vividos durante a segunda guerra mundial.
Vitoriano morava naquela época na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Depois viria residir em Blumenau, onde se encontra até hoje. Um amigo seu, membro da tripulação do navio mercante “Comandante Pessoa”, adoeceu. O ano era 1943.
Perto de completar 30 anos de idade, disposto a vivenciar aventuras e conhecer um pouco do mundo, ele assumiu o lugar do amigo na tripulação. Partindo de São Francisco, o “Comandante Pessoa” tinha escala em Santos e destino final na África do Sul, onde entregaria sua carga.
Vitoriano lembra que o navio seguiu em comboio, escoltado por belonaves de guerra.
Nas águas territoriais do Brasil a escolta foi feita por um navio brasileiro. Quando o comboio entrou em águas internacionais, a missão de proetegê-lo foi assumida por navios de guerra ingleses e norte americanos. Para ocultar-se dos prováveis ataques dos submarinos alemães, à noite não era permitido acender luzes nos navios. Vitoriano conta que apenas era permitida uma pequena iluminação, para enxergar a bússola.
Enquanto isto, os navios argentinos, considerados amigos pelos nazistas, navegavam tranquilamente, com todas as luzes acesas.
Felizmente a viagem do “Comandante Pessoa” e dos demais integrantes do comboio, transcorreu sem maiores incidentes. Mas a recordação traz à lembrança de Tesoura o suspense que cada tripulante vivia, dia após dia, hora após hora.
Na África do Sul o navio aportou em Durban e Cape Town, descarregando sua carga.
O retorno não foi tão tenso, porque a caça aos navios, pelos alemães era centrada nos que navegavam em direção à África e à Europa, pois estariam transportando equipamentos e alimentos para os aliados enfrentarem as forças do Eixo na guerra.
Ouvir um depoimento como este, de quem vivenciou esta história, e repassá-la aos leitores, é tarefa deveras gratificante.
Depois da nossa conversa fiz algumas pesquisas, inclusive na internet, sobre o navio Comandante Pessoa e fiquei sabendo que a intrépida embarcação teve um fim melancólico.
Construído nos anos 10, o navio foi lançado ao mar em 1919 nos Estados Unidos com o nome de Cliffwood. Depois, mudou de dono e de nome; foi rebatizado Mormacsea. Em 1939 foi adquirido pelo governo brasileiro, que o vendeu, em 1940, à companhia de navegação Lloyde Brasileiro, quando passou a ser o “Comandante Pessoa”.. Não obstante ter enfrentado tantos perigos nos conturbados anos da segunda guerra mundial, acabou afundando em 1954.
No dia 4 de maio de 1954, o vapor vinha de Areia Branca, Rio Grande do Norte, com um carregamento de sal para Recife.
Nessa viagem, chocou-se com um arrecife ao largo do Cabo de São Roque, encalhando.
Sua tripulação foi resgatada por outros navios e na operação de rebocá-lo, acabou afundando.
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EM BUSCA DO SUBMARINO U-513
A respeito do nosso artigo “Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade”, postado neste blog em 08/11/2009 , um internauta, que não se identificou, comentou que gostaria de saber em que ponto do litoral catarinense foi bombardeado e afundado o submarino alemão U-513, em 19 de julho de 1943, em plena segunda guerra mundial.
Em nossas pesquisas, chegamos à informação de que o navegador Vilfredo Schürmann já iniciou as operações que visam localizar em alto mar o submarino que atacava os navios mercantes dos países aliados na costa de Santa Catarina.
No dia 26 de junho deste ano, o veleiro “Aysso”, da Família Schürmann, deixou o Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis, para dar início às operações.
Segundo o navegador, o local do afundamento está situado a cento e quarenta milhas no través da Ilha do Arvoredo.
O arquipélago do Arvoredo, ao qual pertence a ilha que lhe dá nome e mais as ilhas Deserta, Galés e Calhau de São Pedro, situa-se ao norte da Ilha de Santa Catarina. Fica a uma distância de 11 quilômetros do litoral.
No site “Naufrágios do Brasil”, a informação da localização do submarino na hora do afundamento é a seguinte:
“Localização: ao largo de Florianópolis.
Latitude: 27º 17’ S.
Longitude: 47º 32’ W. “
A equipe de Vilfredo já está a postos para produzir um filme-documentário sobre as buscas. Dela, fazem parte arqueólogos de renomado saber.
A direção do filme é de David Schürmann. Wilhelm Schürmann está encarregado das operações de um sonar de varredura lateral, adquirido nos Estados Unidos, que mapeia com precisão uma faixa de até 600 metros de largura no fundo do mar.
Para levar às telas toda a grandeza desta exploração submarina, Vilfredo adquiriu os direitos de filmagem de 2 livros do historiador Telmo Fortes, ambos versando sobre o Submarino U-513: “A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”.
Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/ Arquivo: Adalberto Day

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

- Retrocesso ambiental


Artigo
Mais um importante artigo de Lauro Eduardo Bacca, tentando orientar problemas futuros. Assunto é para refeltir junto a toda sociedade.


Retrocesso ambiental

Beira Rio
Há 34 anos, Santa Catarina dava um importante passo rumo à verdadeira modernidade, criando a Secretaria e a Fundação do Meio Ambiente, no governo Konder Reis. Há 32 anos, Blumenau emplacava mais um avançado pioneirismo, criando um órgão específico para cuidar do meio ambiente, no governo Renato Vianna. A questão ambiental havia chegado para valer em nosso Estado, independentemente de ideologias. No caso de Blumenau, com objetiva e eficaz ação ambiental, sem retóricas vazias. Se na época estávamos 30 anos à frente e todos se beneficiaram, hoje parece que estamos andando 60 anos para trás. Vamos aos fatos.
O órgão ambiental municipal, que deveria ter sido reforçado, junto com a Defesa Civil, para enfrentar o megaproblema da tragédia, evitando a repetição de erros históricos, foi, ao contrário, desprestigiado e enxugado, recebendo o menor dos orçamentos de todos os órgãos do colegiado municipal, diretos ou indiretos.

Beira Rio - margem esquerda
 Por mais que me esforce, não consigo acreditar na afirmação de quem diz que não havia outra alternativa. Isso é dito pela mesma administração pública que cometeu recentes e imperdoáveis crimes ambientais: 1) um aterro criminoso em área de preservação permanente de margem de rio nos fundos do Museu Fritz Müller, com a agravante descaracterização daquele sítio histórico de Blumenau, que deveria virar patrimônio da humanidade; 2) a dragagem desnecessária e de alto impacto ambiental do alto Rio Garcia, condenando comunidades inteiras a sofrer ainda mais com as enxurradas no futuro; 3) a agressão ao Parque São Francisco, que pagou o pato por um problema causado pelo shopping vizinho; 4) os aterros em baixadas, que piorarão as condições das futuras enchentes e enxurradas.

A quem interessa de fato uma obra tão cara na margem esquerda do Rio Itajaí-Açu?(Foto) Como a Fatma aprova tão rapidamente uma coisa dessas? Como não há alternativa que permita a proteção com a recuperação da exuberante mata ciliar local? Se os abonados moradores dali vão se beneficiar de uma obra pública, então por que a municipalidade também não faz também obras caríssimas de contenção e proteção nas inúmeras encostas de ocupação irregular na periferia do município?

O que está acontecendo?
LAURO EDUARDO BACCA
Biólogo e ecologista
Publicado no Jornal de Santa Catarina 05/11/2009 - edição N° 11776


Arquivo :Leocarlos Sieves/Adalberto Day

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

- Carne seca assada na brasa

Outra belíssima crônica da escritora. Historiadora e colunista, Urda Alice Klueger, falando sobre sua infância

Agradeço a escritora e colunista Urda Alice Klueger, por esta crônica, exclusiva para meu blog.


(Para Minervina Klueger, minha mãe)

Há pouco, andando sob a chuva com a minha sombrinha nova, de xadrez azul e branco, eu senti como que um frêmito, e sussurrei para o meu cachorro, pois se a gente falar alto, numa hora destas, uma pessoa adulta pode ver e achar que enlouquecemos:
- Sabes? Era bem assim quando eu era criança: chovia! Então pensei mais um pouco e lembrei que também fazia sol, lá na minha primeira infância. Claro que nunca choveu sempre, mas o que eu estava sentindo era a revivência, dentro de mim, das lembranças mais remotas da minha vida, que eram dias de chuva na nossa casinha pintada de amarelo-creme, lá na Rua Antônio Zendron, no bairro Garcia, em Blumenau, no mesmo lugar onde hoje se situa a bela casa da minha prima Herta Klueger Klock. Uma ou outra vez eu já falei de pedaços dessas lembranças, mas agora vou contar como elas me sacudiram hoje junto com aquele frêmito.

Sei hoje que tinha três anos e, talvez como hoje, fosse fim de inverno ou começo de primavera. Na nossa cozinha havia um fogão de tijolos com fogo à lenha, e no vão sob ele dois gatos se aqueciam do frio que vinha do grande mundo lá de fora: um era cinza e não lembro seu nome; o outro tinha uma cor laranja e se chamava Mimi, e ambos olhavam para mim, se eu me aproximava demais, e faziam assim:
- Fisssss – me avisando de que não eram amistosos, embora fossem, com a maior docilidade, para o colo da minha mãe. E ela me avisava pra que não me aproximasse deles, pois poderiam me arranhar, mas sempre achei, depois que cresci, que ela estava apenas querendo garantir a minha integridade física, pois sempre me dei tão bem com os animaizinhos! Ficava ali, portanto, olhando para a vivacidade daquele fogo cujo calor eu compartilhava com aqueles gatos, e lá fora chovia, chovia tristemente, parecia que interminavelmente, e as lembranças mais remotas que tenho são quase sempre ligadas a dias de chuva. Lembro com muita clareza de como era bom o calor daquele fogo, e de como ficava fascinada com o balé das chamas nas achas de lenha seca, de como aquelas línguas avermelhadas, às vezes amarelas e até azuis, lambiam a lenha e revoluteavam no seu espaço no fogão, e de como poderia ficar ali para sempre, espiando sua dança incansável, que consumia a madeira com estalidos aconchegantes, e de como era fascinante, também, ver aquela lenha se transformar em brasas!

Minha mãe estava à espera das brasas, pois havia uma iguaria que ela amava sobretudo, embora, naquele tempo, tal iguaria não me agradasse: a carne seca assada na brasa com pirão branco! Mas embora eu então não gostasse daquele sabor (preferia as cocadas e os sonhos, sempre! E as tortas de nata com ameixa-preta que a minha prima Sofia Klueger fazia!), era fascinante ficar ali vendo a inusitada atividade de minha mãe: ela espetava um naco de carne seca numa varinha que decerto cortara no quintal e ficava a segurar a carne sobre as brasas, virando-a e revirando-a até dizer que estava boa, pois eu ainda era pequena demais para entender dessa coisa de assamentos.


Com a água que fervia na grande chaleira de ferro, em seguida, ela fazia um pirãozinho d’água num prato, colocava a carne em cima, e então suspirava de felicidade! Antes de comer, ela sempre me perguntava se eu queria também, mas eu nunca queria – já disse que não gostava daquilo. Estava acostumada a outras comidas, e acho que a minha mãe fazia aquelas iguarias de que tanto gostava somente em ocasiões em que estava sozinha comigo, pois a sociedade circundante haveria de criticá-la por aqueles hábitos alimentares que ela trouxera da sua Nova Descoberta, terra a mais de 100 km dali, não muito longe do mar. Penso agora que aquele, certamente, não era um hábito alimentar que nenhum europeu trouxera um dia para as terras do Brasil: posso praticamente dizer com segurança que aquela carne seca assada na brasa com pirão de farinha de mandioca tinha suas origens nos povos originários que muuuuuito antes dos europeus habitaram esta nossa terra. De alguma forma, ela entrara na tradição alimentar da minha mãe, tradição que ela cultivava extemporaneamente, quando só havia ela, eu e os gatos na casa.
Minha mãe, nessa época, tinha 33 anos e provavelmente estava grávida. E chovia muito naqueles dias, e tais chuvas, hoje, são como um frêmito dentro de mim.
Para ler mais sobre a escritora, clique :
- Urda Alice Klueger
Blumenau, 01 de outubro de 2009.
Urda Alice Klueger/Escritora
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau , Leal o craque do Palmeiras

Despedida :
Bons amigos, está é a última vez que vocês leem essas “mal traçadas linhas” que escrevo semanalmente. A partir desta edição, deixo a Folha e, consequentemente, de assinar esta coluna. Desde já, agradeço o carinho e a atenção de todos nestes sete meses em que fui o titular deste espaço. Deixo um abraço especial para o amigo Adalberto Day, que foi cúmplice na manutenção do espaço “Almanaque do Esporte”, onde relembramos a história de grandes craques que passaram pelos campos e quadras de Blumenau. Um abraço a todos!
Eu, Adalberto Day agradeço ao amigo Everton pelas palavras de carinho e agradecimento. Também quero deixar meu abraço e agradecimento ao Everton, por confiar em nosso trabalho, e que o mesmo tenha sucesso em seu novo trabalho.
Almanaque do Esporte
A imagem de 1963, enviada pelo amigo e colaborador da coluna Adalberto Day, mostra o ex-craque Leal, um dos melhores jogadores da História do glorioso Palmeiras, de Blumenau. Nesta época, Ele jogou ao lado de craques como Albano, Lázaro, Avelino, Gordinho, Jair Carvalho, Delucas, Nanico, Clodoaldo, e fazia dupla com Dinho. Natural de Tijucas, José Leal Nunes tinha categoria refinada e “desfilava” pelos gramados da região.
Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Everton Siemann, sábado 31/outubro/2009 - edição nº 333
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

- Revista do Esporte


A Revista do Esporte fez parte de minha infância como colecionador e de muita gente.




Circulou a partir de 1958, até surgir a Revista Placar em 1970. A primeira edição a nº1 trazia na capa Pelé, e a segunda Garrincha. Lembro que quando garotinho ficava ansioso todos os meses quando minha mãe Augusta se dirigia ao centro, e trazia a Revista do Esporte que era mensal. Eu sempre aguardava curioso, para ver se na capa estava estampado algum jogador do Vasco da Gama meu clube. É claro que outros colegas, faziam o mesmo aguardando a capa com o seu clube do coração.




















Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

- A Cruz dos missionários

Cruz erguida em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória, no Bairro Glória, em Blumenau, em 31 de outubro de 1965. A comunidade, com este gesto, homenageou a passagem dos missionários pelo bairro, que prestaram relevantes serviços em prol da evangelização. (Foto: Arquivo de Adalberto Day/Teresinha Zimmermann)
Publicado no Jornal de Santa Catarina – Terça-feira 27/10/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello
A Igreja Nossa Senhora da Glória (pedra fundamental em 1942) inaugurada em 16 de março de 1947.A imagem mostra a igreja na década de 50, 60 e atual.
Frei João Maria, o terceiro da esquerda para a direita, com os missionários em 1965 - Igreja N.S. da Glória
Eu me lembro desses missionários, Adalberto! O nome deles era Frei Balduíno, Frei Luiz Carlos, (Frei João), e, se não me engano, Frei Sílvio.Comentou a escritora Urda A. Klueger.
Anteriormente nos anos 50, Os missionários também estiveram na região. A Imagem mostra o Frei Raul o segundo entre os missionários. Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

- Sem Terra, Sem Roça, Sem saber Plantar!

Bairro Escola Agrícola
Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre o tempo da Escola Agrícola em Blumenau
Histórias de nosso cotidiano
Por Carlos Braga Mueller
A discussão em torno das diabruras e travessuras que grupos dos “sem terra” praticam pelo Brasil afora têm suscitado os mais inflamados discursos.
De um lado, movimentos sindicalistas, defendendo as tropelias, apoiados nas entrelinhas por segmentos do governo federal.
Do outro, proprietários rurais, que vêem suas fazendas invadidas, condenando com razão estas ações, caracterizadas como criminosas. Estatísticas revelam que é grande o número dos sem terra que um dia já ganharam seus pedacinhos de chão, e que os passaram adiante, faturando um dinheirinho. Pois não sabem nem plantar !
Todas estas colocações me fizeram lembrar de uma atividade surgida em Blumenau no início dos anos 40 , da qual resta apenas hoje a lembrança, representada pelo nome de um bairro da cidade: ESCOLA AGRÍCOLA.
O que foi a ESCOLA AGRÍCOLA ?
Pois, conta a história, o então Prefeito de Blumenau, José Ferreira da Silva, resolveu criar uma escola que ensinasse as crianças a plantar. Genial, não ? José Ferreira da Silva exerceu o mandato de prefeito de janeiro de 1938 a junho de 1941.
E então, foram recrutadas muitas crianças carentes, a maioria oriunda da favela que existia no Morro da Caixa D´Agua, conhecida como Farroupilha.
A estas, vieram juntar-se filhos de agricultores, descendentes de alemães, que já tinham intimidade com a lavoura, mas cujos pais e avós estavam sendo presos e levados para os campos de concentração, em conseqüência da Segunda Guerra Mundial, na qual Brasil e Alemanha eram ferrenhos inimigos.
Ao final, tinha-se ali, reunidos e conduzidos por professores e instrutores, sob os cuidados das Irmãs Franciscanas, uma centena de meninos desamparados, recebendo alimentação, instrução e educação profissional.
A Escola Agrícola de Blumenau durou alguns anos, mas como não há bem que sempre dure, um dia ela fechou suas portas e acabou.
A atividade educacional então desenvolvida foi tão marcante que até hoje, quase 70 anos depois, a região e o bairro fazem menção à iniciativa do prefeito José Ferreira da Silva.
As instalações ficavam na Itoupava Seca, região hoje conhecida como bairro da Escola Agrícola, em prédio que depois abrigou o Asilo dos Velhos, hoje Casa São Simeão, na atual Rua Norberto Seara Heusi, nº 419, bem no alto de um morro.
O Asilo foi vítima de uma tragédia no dia 31 de dezembro de 1977, a partir das 13 horas, m incêndio, ocasionado por um vazamento de gás, destruiu as instalações do Asilo de Velhos, provocando a morte de 8 idosos, deixando Blumenau e o Estado sob forte comoção. A marca Escola Agrícola continuava tão forte que a população reagiu, anos depois, quando o bairro trocou de nome para ASILO. Ao se mudar a denominação, dizia-se: “Se ali era a Escola Agrícola e hoje fica o Asilo de Velhos, por que não dar o nome de ASILO ao bairro ? Hoje ele voltou a chamar-se Escola Agrícola.
Rememorando esta ação de um antigo prefeito blumenauense, fica aqui um fio dessa idéia para, quem sabe, estimular a criação de “escolas agrícolas” por esse país afora, para que muitas crianças possam aprender a dar o devido valor a um pedaço de terra, abraçando uma profissão honrada e produtiva.
Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/ Arquivo: Adalberto Day

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

- Blumenau: que cidade é essa?

Rua XV de Novembro em Blumenau
Foto Adalberto Day
Hoje em histórias de nosso cotidiano, apresento um depoimento- texto de um renomado amigo Psicólogo Antonio de Andrade – que fala de nossa Blumenau , com carinho na passagem de mais um ano de aniversário comemorado no mês de Setembro próximo passado.

Histórias de nosso Cotidiano
Antonio de Andrade(*)
Vamos imaginar, caro leitor, que a cidade onde você vive é Blumenau, no Estado de Santa Catarina, no Brasil, e ela está aniversariando, comemorando mais um ano no dia 2 de setembro. Nesse caso seria bom que as pessoas soltassem os rojões, badalassem os sinos, batessem palmas, hasteassem as bandeiras nos mastros oficiais. Seriam as homenagens de praxe à cidade onde você vive. Após essas homenagens, convido você, leitor, a uma reflexão sobre sua cidade.
Rua XV de Novembro próximo ao Castelo da Havan em Blumenau
Foto: Adalberto Day
Primeiramente, imagine a sua cidade como se ela fosse uma pessoa. Que tipo de pessoa seria? Homem ou mulher? Velha ou jovem? Gorda ou magra? Alta ou baixa? Empreendedora ou acomodada à sua situação? Agitada ou calma? Andando ou parada no tempo? Vivendo em paz e harmonia ou em constante conflito entre suas forças internas, conflitos que atrapalham o seu desenvolvimento? Vivendo em um ambiente saudável ou poluído? Limpa ou suja? Bonita e agradável ou suja e repugnante? Alegre ou triste? Vestida em cores agradáveis ou sua cor é cinza cimento desbotado dos prédios? Entusiasta por mudanças que lhe farão muito bem ou indecisa sobre o que fazer de sua vida, sem objetivos claros? Acreditando em idéias que lhe tragam novo sopro de esperança para um futuro melhor e andando em passos firmes nessa direção ou em briga constante com idéias divergentes e sem esperança de que irá melhorar, ficando brigando com suas pernas, cada uma querendo ir em uma direção e não saindo do lugar? Vamos lá, leitor, faça a sua imaginação funcionar! Aproveite o feriado do aniversário da cidade e converse com seus amigos, seus familiares e conhecidos. Como eles imaginarão a sua cidade? Por exemplo, será que eles imaginarão a sua cidade como uma mulher, de meia idade, magra, altura média, um pouco acomodada à vida, mais calma, parada e olhando o horizonte, aguardando alguma mudança em sua situação? Será que imaginarão uma pessoa com essas características, ou outras diferentes, mas uma cidade-pessoa com um profundo sentimento de esperança na melhoria de seu futuro? A imaginação deles se aproxima do que você pensa de sua cidade?
Pense um pouco, leitor, você tinha o planeta Terra inteiro para viver, por que você escolheu sua cidade? É claro que cada morador da cidade de Blumenau deve ter os seus motivos para estar vivendo nesse pedaço do planeta, nessa cidade onde vivem. Independentemente dos motivos, leitor, o importante é que você está morando nessa cidade, está nela e é nela que você vive! E se você vive nesse pedaço de mundo, deve ter aprendido a valorizar a sua cidade e o que ela tem de bom. Permita-me fazer um paralelo, caro leitor, sobre a cidade onde este escritor reside, Lorena, no Estado de São Paulo, cidade a 182 km da capital paulista em direção ao Rio de Janeiro, quase no meio do Vale do Paraíba, entre as serras da Mantiqueira e a do Mar. Lorena tem alguns aspectos que valorizo muito. É privilegiada em relação à maioria das cidades do Vale do Paraíba, pois ela não capta a água do poluído rio Paraíba, mas é servida à população uma água pura vinda de nascente na serra e de poços artesianos. É uma água abençoada, pois é água com "sabor" de água de verdade e o ar da cidade tem características de ar puro e não de poluição, como por exemplo, o ar que os paulistanos respiram. E a paisagem dos picos da serra da Mantiqueira que no horizonte próximo se descortina? Muitos acham que é a paisagem mais bonita de todo o Vale do Paraíba, sem "bairrismo"! Realmente, a paisagem dos contornos elevados da serra da Mantiqueira é de "encher os olhos", em especial nos dias em que a serra está azulada, a tal ponto que se os seus picos fossem brancos com neve, poderia competir à altura com aquelas paisagens de folhinhas suíças! Aspectos físicos, ambientais, muito positivos e bonitos, muito valorizados por lorenenses conscientes desses valores da cidade. E na cidade onde você vive, Blumenau, que valores ela tem? Vamos lá, ponha a sua cabeça para funcionar, traga à sua consciência os valores de sua cidade! Descubra o que ela tem de bom!

(Foto acima, da praça principal de Lorena)

Agora, imagine que todos os habitantes da cidade de Blumenau foram retirados. O que sobraria? Prédios, lojas, indústrias, bancos, praças, ruas, objetos materiais, inanimados, sem vida. Por aí você vê que a "vida" da sua cidade está nas pessoas que nela habitam. E cada um, cada morador, você inclusive, pode construir a "cidade de seus sonhos" onde viverá feliz. É só cada morador da cidade fazer o melhor possível, em todas as situações, para o bem coletivo e comum da cidade, em benefício de Blumenau. Muita gente costuma ficar reclamando de sua cidade, pois ela é isso ou aquilo, outros atrapalham o desenvolvimento da cidade e outros ainda, só ficam criticando aqueles que estão fazendo alguma coisa, mas eles mesmos nada fazem de concreto, para modificar essa situação que não gostam ou que criticam. Em toda cidade, cada um que nela vive tem uma parcela de responsabilidade para que a cidade seja um excelente lugar para nela se viver. Afinal, a parte "viva" da cidade não é formada pelas pessoas? Você, sim você mesmo leitor, é responsável e colaborador dessa transformação para a sua cidade ser um bom lugar para se viver. É como disse John Kennedy quando presidente americano: "Não pergunte o que o seu país (leia aqui, leitor, cidade) pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país"(cidade).
(Foto acima, de Antonio de Andrade com sua esposa, Vera Lucia, em frente ao bonito prédio colonial da Prefeitura de Blumenau)
Viver feliz em sua própria cidade. Isso é possível, caro leitor, pois viver feliz é uma forma de estar bem consigo mesmo e com a sua realidade. Esse aprendizado é contado naquela fábula antiga. Conta-se que um capitão de barca de transporte fluvial que operava numa travessia entre duas cidades que ficavam cada uma, de um lado das margens do rio, era muito sábio. De vez em quando um morador de uma das cidades lhe perguntava: - Como são as pessoas da outra cidade? Estou pensando em mudar-me para a outra cidade. O capitão da barca, com os anos de experiência que tinha, sempre perguntava: - O que você acha das pessoas da cidade onde vive agora? Se a pessoa respondesse que os moradores de sua cidade eram alegres, amigas, boas pessoas, solidárias, o capitão dizia à pessoa que os habitantes da outra margem do rio eram boas pessoas, calorosas, alegres, amigas e solidárias. Mas, se a pessoa respondesse que os moradores de sua cidade não eram boas pessoas, eram tristes, egoístas, agressivas, violentas, então o capitão descrevia os moradores da outra cidade do mesmo modo. Sábio capitão! Ajudava cada um a descobrir para onde queria iria ir e o que queria ser.... em especial, ajudava cada um a descobrir a importância de enfrentar e viver a sua própria realidade, na cidade onde vivia, criando nela as oportunidades para ser feliz. Voltando à primeira idéia que apresentei a você, sobre o aniversário da cidade de Blumenau, além dos "parabéns à você" para a sua cidade, comece a agir, fazendo a sua parte para viver nela como um passageiro alegre e feliz, colaborando para transformar a sua cidade - cidade pessoa - em uma cidade que realmente seja um bom lugar para todos viverem.
(*) Antonio de Andrade residiu por 12 anos em Blumenau, onde trabalhou como psicólogo na Artex, no bairro do Garcia, atuou também no Detran, em Clínica Psicológica e foi professor na Furb. É escritor e editor de sua própria Editora Opção (na Internet www.editora-opcao.com.br ) É autor de nove livros, sendo um deles, "Os Segredos de Fellicia", um romance moderno ambientado na cidade de Blumenau, uma homenagem à cidade e seus habitantes.
Mapa da cidade de Blumenau:
Contato: opcao@editora-opcao.com.br
Arquivo: Antonio de Andrade e Adalberto Day

terça-feira, 20 de outubro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, S.E.Horizonte, Canto do Rio F.C.- O Time da Nereu

Almanaque do Esporte
A imagem acima, de 1992, enviada pelo amigo e colaborador da coluna Adalberto Day, mostra o time da Sociedade Esportiva Horizonte, do bairro Glória, campeão da Liga Blumenauense de Futebol da segunda divisão daquele ano. Em pé, da esquerda para a direita, estão: Béquinha, Marquinho, Jair, Ademir, Calinho Fagundes e Reis. Agachados, também da esquerda para a direita, estão Jorginho Massaneiro, Júlio Pitz, Zito, Sidnei e Betinho.
. Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do jornalista Everton Siemann, Sábado 03/outubro/2009 - edição nº 321
Arquivo de Adalberto Day
A imagem do final de 1959, enviada pelo amigo Adalberto Day, mostra um dos primeiros times do Canto do Rio Futebol Clube, do bairro Progresso, fundado no dia 10 de outubro de 1959. O Canto do Rio utilizava jogadores do Amazonas que não eram aproveitados no time titular. Na foto, em pé, da esquerda para a direita estão: Luiz Tamazia, Lavinho Massaneiro, Otivio Weignand, Cidinho Pera, João Massaneiro, Edmundo Loos e o treinador Zé Silvino. Agachados, também da esquerda para a direita, estão: Piava, Ico Hort, Alexandre Rosa, Odilon José de Souza e Nelinho Reinert.
. Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do jornalista Everton Siemann, Sábado 10/outubro/2009 - edição nº 324
Arquivo de Adalberto Day
- A imagem enviada pelo amigo Adalberto Day, de 1968, mostra uma das equipes da rádio Nereu Ramos, que completou 50 anos no ar em setembro do ano passado. Em pé, da esquerda para a direita, estão: Frederico Capela (massagista), Gilson, Edemar Annuseck, Garoto, Onélio Cavaco, Hélio Vieira e Lourival Gonçalves. Agachados, também da esquerda para a direita, Nilson Fabeni, Edélcio Vieira, Antonio Flávio Allende, Nelson Zwicker e Álvaro Correia.
Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Everton Siemann, sábado 17/outubro/2009 - edição nº 327
Arquivo de Adalberto Day