Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa !

"A educação é a base de tudo, e a cultura é a base da educação"

terça-feira, 21 de maio de 2013

- História de Pescador

De boné HAROLDO GONÇALVES DA LUZ (pai do José Carlos) ex. gerente das lojas Prosdócimo.
ZONI CASSIANO valorizando a foto, fazendo uma entrevista do evento.
Zoni foi um dos pioneiros na comunicação (propaganda) com serviço de auto falante - inclusive  utilizando veículos do serviço de auto falante.
"Muitos pescadores gostam de aumentar a sua história. A pesca é considerada uma das atividades mais antigas do mundo, não apenas como fonte de alimento, mas também como modo de vida, dando identidade a inúmeras comunidades".

No dia 1° de Abril de 1962, foi realizado o quinto Campeonato de Pesca de Robalo, promovido pela Empresa Prosdócimo S.A.
Parece até mentira, mas nenhum dos participantes conseguiu pescar um robalo de 2kg conforme exigido pelo regulamento.
Não havendo primeiro lugar, a premiação aconteceu apenas para o 2° e o 3° lugar.
Rua XV 1954 - Desfile passando em frente a antiga Lojas Prosdócimo 
História das Lojas Prosdócimo
Na primeira metade do século XX , o empreendedor João Prosdócimo constituiu uma empresa de varejo, denominada Lojas Prosdócimo, em Curitiba. No final dos anos 40, a Lojas Prosdócimo firmou um contrato com a fabricante sueca de bicicletas Nymanbolagen AG, para produção de bicicletas com a marca brasileira. Antes disso, a Lojas Prosdócimo montava bicicletas com componentes da marca alemã Dürkopp.
As Bicicletas Prosdócimo suecas foram produzidas até 1955, quando a produção passou a ser feita no Brasil. As Lojas Prosdócimo formavam uma rede no setor de eletromóveis. Foram vendidas para o grupo Arapuã , num período difícil para o setor, quando outras grandes empresas, como Mappin, Mesbla, Disapel e Hermes Macedo fecharam as portas.
(Fonte: Fundação Cultural de Blumenau – Arquivo Histórico José Ferreira da Silva). Colaboração  JOSE CARLOS GONCALVES DA LUZ/José Geraldo Reis Pfau/Pfau Comunição.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

- A BUGRA Ana do Convento das Freiras

A imagem de 1960 mostra a Bugra Ana. Aparecem na foto Maria da Graça Silva, Ana Bugra, Ângela Solange Chaves e Teresinha Fernandes.
Órfã de pais, assassinados pelos implacáveis "bugreiros",uma indefesa indiazinha foi entregue às freiras do Convento das Irmãs da Divina Providência em Blumenau. Era o início do Século XX. Recebeu um nome cristão, Ana, e durante toda a sua vida dedicou-se aos serviços do Convento e do Colégio Sagrada Família, retribuindo assim sua adoção.
Tornou-se uma cristã civilizada e era muito benquista na comunidade blumenauense.
Imagem arquivo Lorena Karasinski/Enviada por Adalberto Day
Publicado no Jornal de Santa Catarina dia 13/05/2013, dia da abolição da abolição da escravatura no Brasil (1888).
Coluna Almanaque do Vale/Jackson Fachini

Em História de nosso cotidiano apresentamos hoje à conhecida “Índia Bugra”, foto enviada por Lorena Karasinski. 
Segundo A senhora Lorena a “Índia Bugra” como era conhecida era uma pessoa calada, taciturna, e que adorava brincos e outras bijuterias.
Tinha um sorriso fácil e as poucas palavras que balbuciava nem sempre eram entendidas por nós. Ajudava as Irmãs na cozinha, varria as dependências do colégio, mas acho que o que mais gostava de fazer era trabalhar na horta.
Poder-se-ia dizer que vivia seu próprio mundo. Na época as Irmãs contavam que ela foi encontrada no mato quando os outros índios fugiam  ela então com mais ou menos - 2 anos de idade , tropeçou em uma raiz e devido ao acidente ficou para trás.
Realmente lhe faltava à parte da frente (dedos) do pé e por isso mancava. Como se vê na foto, usava um pedaço de galho como bengala. Desde então foi criada pelas freiras. Em 1960, ano desta foto, devia estar perto ou com mais de 100 anos. Por não ter possibilidade de precisar sua data de nascimento, a data de aniversário era comemorada junto o aniversário do colégio. Os estudantes a respeitavam muito e nesta data a presenteavam com bijuterias, sabonetes e outros.
Já dona Isolde W. Nascimento (esposa de Roberto P. do Nascimento o Robertão ex atleta do G.E. Olímpico), conheceu a Ana Bugra por volta de 1947, e relata que era uma pessoa de pouca fala e sua particularidade era plantar milho. Quando em fase de recolhimento do plantio, digeria o milho cru. 

A BUGRA DO CONVENTO DAS FREIRAS 
Depoimento do jornalista Carlos Braga Mueller
Quando eu era criança, lá pelos anos cinquenta, e frequentava a missa das 9 horas da  antiga igreja matriz de S. Paulo Apóstolo de Blumenau, muitas vezes encontrava uma senhora indígena, de idade já avançada, que orava de maneira fervorosa em frente ao altar.
Era a "Bugra do Colégio das Freiras", que havia sido criada no Convento das Irmãs da Divina Providência.
Ela caminhava com dificuldade e os pés se voltavam para dentro, como se ela fosse tropeçar nela mesma. Sempre andava acompanhada de uma freira ou funcionária do Convento.
Mas por que será que ela caminhava dessa forma? Era a questão que martelava na cabeça da então criança que eu era.
A resposta me foi dada pelas minhas tias, que conheciam bem a  história dessa bugra.
No final do Século XIX e início do Século XX,  no Vale do Itajaí, os índios eram dizimados pelos "bugreiros", caboclos impiedosos que atacavam as aldeias durante a noite. Degolavam os homens, aprisionavam as mulheres e as crianças, que traziam para a "civilização" como prova, para assim receber sua recompensa pela matança.
Era um trabalho sujo, patrocinado por colonos e até por prefeituras do Vale do Itajaí, pois a integridade física dos agricultores era constantemente colocada em risco pelo ataque dos bugres.
Numa destas investidas, a pequena bugra foi aprisionada e deixada no Convento das freiras de Blumenau.
Ali recebeu um nome cristão e tornou-se fiel seguidora dos mandamentos cristãos.
E por que mancava e cruzava os pés, andando com tanta dificuldade?
A revelação, contada pelas minhas tias, até hoje me incomoda: para que as crianças indígenas não fugissem enquanto seus pais eram mortos ou aprisionados, os bugreiros retalhavam a facão a sola dos seus pés.
Não existem registros oficiais desse tipo de barbaridade cometida pelos bugreiros, mas o fato era voz corrente na comunidade blumenauense daqueles tempos.
A matança só terminou quando por volta de 1914 foi criado o SPI, Serviço de Proteção aos Índios (hoje FUNAI), sob o comando de Cândido Rondon. Foi instalado um Posto Avançado do SPI na região de Ibirama (José Boiteux) para atrair os bugres e tentar civilizá-los.
Em Blumenau, a bugra Ana dedicou-se integralmente ao Convento e ao Colégio Sagrada Família.
Era uma figura muito popular e quando morreu já idosa, deixou saudades. 

História: Colégio Sagrada Familia.
Data oficial de fundação do Colégio Sagrada Família 27 de abril de 1895.
A história do COLÉGIO SAGRADA FAMÍLIA foi iniciada em 1895, pelas Irmãs Anna, Rufina e Paula. A elas juntaram-se, já em 1896, as Irmãs Júlia e Roberta, e, em 1897, a Irmã Godeharda. Foram lutas e sacrifícios os primeiros anos, mas de entusiasmo missionário –uma das pioneiras, Irmã Anna, cuja saúde não logrou resistir aos de Chegadas a Blumenau no dia 27 de abril de 1895, após a breve passagem por Brusque, as Irmãs iniciaram imediatamente a sua atividade educacional, atraindo logo um bom número de alunas. Muito depressa se fez sentir a exiguidade de espaço na primeira casa, entravando a expansão da atividade. Após diligente busca, e vencidas grandes dificuldades, foi possível adquirir uma propriedade muito bem localizada, próxima à Igreja e ao convento dos padres franciscanos, os quais, desde que o guardião, Fr. Zeno Wallbröhl, fora buscá-las em Brusque, sempre apoiaram fraternalmente o trabalho das Irmãs.
As próprias Irmãs colaboraram na medida de suas forças, ou melhor, “acima de suas forças, de modo que uma ou outra sofreu a vida inteira as conseqüências desse esforço sobre-humano”. Em junho de 1898, com a valiosa ajuda dos frades franciscanos, foi possível iniciar a construção, e em 20 de março do ano seguinte, pronta uma parte da casa, celebrou-se aí a primeira s. Missa, inaugurando com a bênção de Deus a nova sede, então colocada sob o patrocínio da “Sagrada Família”.
“No mesmo dia celebrou-se na nova capela a vestição da primeira noviça, Irmã Clemência, diz a crônica, frisando que, durante anos, muitas candidatas, provindas não só de famílias alemãs, mas também de origem italiana, polonesa e rutena, entre elas diversas ex-alunas do colégio, aí se preparavam para ingressar na vida religiosa.

Para saber mais sobre o Colégio Sociedade Divina Providência Sagrada Família acesse:
Arquivo Lorena Karasinsky/Ursel Kilian/Colaboração Carlos Braga Mueller/Adalberto Day 

terça-feira, 7 de maio de 2013

- Memórias do Esporte

Alexandre José
 Dia 24 de abril de 2013, concedi uma entrevista ao Jornalista e apresentador de Esporte da rede RIC Record. O programa vai ao ar todas as terças feiras  no Jornal do meio dia da RIC RECORD Blumenau, apresentador Alexandre José no quadro Memórias do Esporte com Emerson Luis.
A entrevista sobre a história do Futebol e assuntos gerais, teve uma gravação de aproximadamente 1 hora, e foi ao ar ( dia 07 de
maio de 2013)  no link vídeo abaixo em 4 minutos.
O futebol de Blumenau é o destaque no quadro Memórias do Esporte do Jornal do Meio-Dia desta terça-feira. Emerson Luis foi até o bairro Progresso para conhecer o fantástico acervo esportivo e as histórias do cientista social e pesquisador Adalberto Day. 
Professor aposentado, Beto, como é chamado pelos amigos, possui um dos mais importantes acervos da história de Blumenau, principalmente da região do Grande Garcia. Mas a paixão pelo futebol é marcante em sua vida. Camisas, fotos e outros registros históricos contam um pouco da história de clubes clássicos da cidade como o Grêmio Esportivo Olímpico, o Palmeiras (depois Blumenau) e o Amazonas Esporte Clube, time que ainda divide seu coração de torcedor com o Vasco da Gama.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

- Gilberto Freyre

Honrosas Visitas
Gilberto Freyre e José Ferreira da Silva
Gilberto Freyre, em 10 de junho de 1972, esteve em visita à cidade de Blumenau, tendo nos dado a honra de vir á nossa redação, o ilustre sociólogo Professor Gilberto Freyre, intelectual de justo renome, com enorme bagagem literária, em grande parte já traduzida para os mais importantes idiomas.
O distinto Professor, acompanhado da Exma. Esposa veio em companhia do sr. General Jaldir Faustino da Silva, da Academia de Letras, ex-secretário da Educação do Estado e de sua Exma. Esposa. Recebido pelo sr. Prefeito Municipal. Evelásio Vieira, pelo acadêmico José Ferreira da Silva e pelo Dr. Max Tavares d’Amaral e exmas. esposas, o conhecido sociólogo visitou as dependências da Biblioteca Municipal, do Museu da Família Colonial e o Parque “Edite Gaertner”, manifestando o seu entusiasmo pela ordem notada em todos os setores e pelo carinho com que o diretor e funcionários dessas organizações realizam uma obra meritória e eminentemente cultural.
Restaurante "Frohsinn"
          Depois de um passeio pela cidade, em visita aos principais pontos turísticos, como a igreja matriz, a Avenida Beira-Rio e outros, Gilberto Freyre e sua esposa foram homenageados com um almoço informal no Restaurante  “Frohsinn”, ao qual compareceram dos citados amigos e admiradores do ilustre brasileiro.
Observação:
          AMARAL FONTOURA – Também veio a Blumenau, a 13 do mês de julho, outro conhecido e ilustre sociólogo, o Professor Amaral Fontoura, autor de vários compêndios de sociologia e muito estimado pela mocidade estudiosa. S.S. veio acompanhado também pelo Professor Jaldir Faustino da Silva e, em companhia do Diretor desde mensário, percorreu todas as dependências da Biblioteca Municipal, do Museu e do Parque Botânico, tendo registrado, no livro respectivo, as suas impressões dessa tão grata e honrosa visita.
 Amaral Fontoura já publicou uma série de obras de sua especialidade, muitas das quais ele teve oportunidade de encontrar nas estantes da nossa Biblioteca e não há um único estudante de sociologia que não conheça o seu nome já consagrado como um dos grandes intelectuais da nossa geração.
          Damos, a seguir, o texto das impressões deixadas por esses dois laureados sociólogos, no livro de visitas do Museu de Blumenau:
Freyre e Ferreira da Silva
          “Verdadeiramente encantado com o que acabo de ver neste Museu, nos seus anexos, na Biblioteca e no Parque – todo um conjunto de valor cultural para os brasileiros de todo o Brasil. Parabéns a Ferreira da Silva. 10 de junho de 1972. Gilberto Freyre”.
“Percorri, emocionado, este tesouro que é o Museu-Biblioteca – Jardim Botânico de Blumenau. Não conheço nada semelhante no Brasil, pelo imenso acervo, pela organização, pelo carinho com que esta grandiosa obra é conduzida por um magnífico brasileiro – Ferreira da Silva. Agradeço ao general Jaldir Faustino esta maravilhosa visita. Blumenau, 13/7/72. Amaral Fontoura”.

Biografia
Gilberto Freyre (1900-1987) foi sociólogo. Autor de “Casa Grande & Senzala”, considerada a obra mais importante sobre a formação da sociedade brasileira.
Nasceu no Recife, Pernambuco no dia 15 de março de 1900 e faleceu e no Recife em 18 de julho de 1987.
Atuou na Politica brasileira com muita ênfase.
Ganhou diversas condecorações e prêmios no Brasil e exterior.
Obras de Gilberto Freyre:
- Casa Grande e Senzala,1933
- Guia Prático, Heroico e sentimental do Recife,1934
- Sobrados e Mucambos,1936
- Nordeste: Aspectos da Infléncia da Cana,1937
- Olinda,1939
- O Mundo que o Português criou,1940
- A história de um engenho Francês no Brasil,1941
- Problemas Brasileiros de Antropologia,1943
- Sociologia, 1945
- Interpretação do Brasil,1947
- Ingleses no Brasil, 1948
- Aventura e Rotina, 1953
- Ordem e Progresso, 1957
- O Recife Sim, Recife Não,1960
- Os escravos nos anúncios de jornais brasileiros do Séc.XIX,1963
- Vida Social no Brasil nos Meados do Séc. XIX,1964
- O Brasileiro entre os Outros Hispanos, 1975
- Homens, Engenharias e Rumos Sociais,1987

Arquivo: Revista Blumenau em Cadernos – Tomo XIII – Julho de 1972 nº 7
Arquivo Adalberto Day

terça-feira, 30 de abril de 2013

- Ponte do Salto

Mais uma participação exclusiva do jornalista e escritor Carlos Braga Mueller. Hoje o texto é sobre a Ponte Do Salto 

AS PONTES DE BLUMENAU 
O assunto "pontes" em Blumenau é emblemático. Muito se fala, e discute sobre uma nova ponte ligando o centro da cidade ao bairro da Ponta Aguda.
Sem entrar no mérito desta questão, hoje vamos nos reportar à primeira ponte construída sobre o Rio Itajaí Açu, no Salto Weissbach, em Blumenau: a ponte "Lauro Müller", mais conhecida como "Ponte do Salto", que teve seus pilares de granito levantados a partir de 1896, quando era governador Hercílio Luz. A estrutura metálica veio da Alemanha, pesava 155 toneladas, e só chegou a Blumenau em 1911.
Mais dois anos passariam até ser concluída.
1913 - Inauguração
Finalmente a Ponte do Salto Weissbach, ou Ponte do Salto, ou Ponte Lauro Müller foi inaugurada, em 29 de junho de 1913!
Iniciava-se um ciclo de pontes cujas construções  se caracterizariam pela demora em ser concluídas.
A Ponte do Tamarindo, ou Ponte Vilson Kleinubing, um projeto de 1970, começou a ser construída em maio de 1992. Parte da estrutura ruiu sobre a Rua 2 de Setembro em fevereiro de 1996. Só foi inaugurada em dezembro de 1999.
A Ponte do Badenfurt, iniciada em janeiro de 2011 tinha prazo para ser entregue pronta: dezembro de 2012. Este prazo foi prorrogado para abril de 2013. Hoje (abril de 2013) só Deus sabe quando poderá ser aberta ao tráfego! 
1896, FINAL DO SÉCULO 19 
Hercílio Luz devia a Blumenau o sucesso de sua carreira política. Foi quando morava aqui que começou a enveredar pelos meandros políticos.
Por isso, dizem que como gratidão, autorizou o Governo do Estado a construir uma ponte no Município, sobre o Rio Itajaí Açu.
Era um projeto arrojado: a ponte teria um comprimento de 200 metros e a estrutura metálica viria da Alemanha.
Promessa feita, projeto elaborado.
Os blumenauenses só não contavam com uma espera de quase 18 anos para ver a obra pronta!
Naquele tempo o município de Blumenau ainda possuía sua extensão inicial, mais de 15 mil quilômetros quadrados (hoje temos apenas 500), e "tinha uma arrecadação anual de pouco mais de 60 contos de réis", segundo o historiador José Ferreira da Silva, ou seja, já naquela época o Estado precisava socorrer os municípios na construção de obras públicas.
Infelizmente, apesar da sua extrema boa vontade, Hercílio Luz só conseguiu construir durante seu governo os enormes pilares de pedra que, em 1911, receberiam a estrutura metálica.
Pela demora na sua conclusão, três engenheiros foram responsáveis pela obra: ela começou com Henrique Krohberger, continuou com a supervisão de Emílio Odebrecht e finalmente os serviços de engenharia foram entregues a Rodolfo Ferraz.
1938
O tempo foi passando e a Ponte do Salto continuou servindo muito bem aqueles que queriam acessar o outro lado do rio.
Ir do Salto Weissbach para o Salto do Norte ficou fácil.
SEM MANUTENÇÃO, PONTE DESABA  
Em 1980 surgiram advertências sobre as corrosões na estrutura da Ponte do Salto.
_________
ALMANAQUE DO VALE | Jackson Fachini
30/04/2013
Ponte Lauro Müller
 Vista da Ponte do Salto após parte da estrutura desabar quando um caminhão carregado de madeira atravessava a estrutura, no início de janeiro de 1982. Ao fundo, na parte mais alta da foto, a área onde hoje está localizado o prédio do Jornal de Santa Catarina, na Rua Bahia, em Blumenau. (Imagem: Arquivo/Santa)
Só um ano depois, em dezembro de 1981, a Prefeitura anunciou a reforma da ponte. Não deu tempo.
Um mês depois, no dia 5 de janeiro de 1982 parte da ponte ruiu.
1982 - CLIC RBS - Jornal Santa Catarina
O Jornal de Santa Catarina de 06 de janeiro de 1982 noticiava:
"A cabeceira da Ponte do Salto do lado da Rua Bahia, construída com pedras e arcos de ferro, caiu ontem (5/1) numa extensão de 30 metros, por volta das 17,40 h., no momento em que passava um caminhão Chevrolet carregado com uma laje pré-moldada com tijolos, de 80 m. quadrados, pesando aproximadamente 4,5 toneladas e que se destinava à construção de uma residência na Rua Guilherme Jensen, na Itoupava Central."
Felizmente, apesar do susto, motorista e dois passageiros não se feriram! 
UMA PONTE NOVA ... E MODERNA 
E agora? Recuperar a ponte velha ou construir uma nova?
Muitos batalhavam pela construção de uma ponte mais moderna, com muitas pistas,  cujo traçado ficasse próximo da Ponte do Salto, para atender a mesma demanda das travessias.
O jornalista Luiz Antônio Soares tomou as dores da antiga ponte e publicou uma série de reportagens no Jornal de Santa Catarina sob o título "Ponte do Salto", defendendo a reconstrução da ponte, mantendo-se as suas características originais.
Depois de muita discussão envolvendo comunidade, políticos, rodas de cafezinho, venceu esta proposta.
Tanto assim que Luiz Antônio Soares recebeu o cobiçado Prêmio Esso de Reportagem - Regional Sul, de 1982, conferido em razão das matérias que escreveu sobre o patrimônio histórico que representava a Ponte do Salto Weissbach para Blumenau.
Ela foi reinaugurada no dia 8 de março de 1983.
É bem verdade que as características não ficaram exatamente como eram na ponte original. O leito recebeu camada asfáltica. Foi-se o encanto da madeira estalando ao passar dos carros e carroças!  Em contrapartida, foi acrescida uma passarela para pedestres, nada original, mas essencialmente utilitária.
Mesmo assim, a Ponte Lauro Müller chama a atenção de turistas, porque uma travessia tão extensa, coberta, não se encontra com muita frequência. 
Blumenau poderia muito bem explorar melhor e turisticamente a Ponte do Salto, mostrá-la para os visitantes, contando-lhes um pouco da sua atribulada história.
Texto Carlos Braga Mueller/Arquivo Adalberto Day 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...